Archive for the ‘Ser mãe’ Category

Dias melhores virão

11/01/2011

Como os dois finais de semana anteriores (Natal e Ano Novo) foram ótimos, com direito a passeios, pracinha, muitas brincadeiras, divertimento, descanso, a expectativa para este último era grande.

Na sexta-feira, como de costume, cheguei em casa enquanto os meninos estavam jantando. Coloquei meu “uniforme de mãe” e fiquei esperando o momento de começar mais um final de semana maravilhoso.

O que eu ainda não sabia é que a aventura estava apenas começando!

Quando peguei meu Arthurzinho, percebi que ele estava febril. Imaginei que pudesse ser dente, mediquei e não dei maior importância ao fato. Montei a piscina dos manos e coloquei no box do banheiro (É. Isso mesmo, no box.) e ele e o Lucas curtiram de montão. O Gabriel não gostou. Mas isso merece um post a parte.

Um pouco antes do horário de deitar o Arthur começou a ficar incomodado e novamente teve febre.  Acedeu o alerta!

Na madrugada o bichinho chegou a fazer febre de 40 graus, com direito a vômito, inclusive. E deu início o processo.

Sexta-feira foi o Arthur, sábado começou o Gabriel e no domingo o Lucas. Não preciso dizer que fomos só agregando manos no decorrer do período. Sair, ninguém.

E agora estamos assim, com todos os meninos febris, rançando, e ficando intolerantes as medicações. Eu e a Fabi, óbvio, dois zumbis. Acho que se dormimos umas 12 horas desde sexta é muito. Horas divididas por 2, é claro. ah! e ainda tendo que trabalhar fora o dia todo!

Mas é assim mesmo, ainda mais com três. E como acredito que “não há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe”, imagino que a fase mais crítica já tenha passado. Agora é só esperar os dias melhores que virão. E virão!

Pronto, falei!

07/01/2011

Amo ser mãe de trigêmeos!

Acho fantástica a relação que estabeleço com cada um de vocês.

É extremamente gratificante tudo, embora às vezes também seja cansativo.

Amo vocês meus filhos e não consigo imaginar minha vida diferente. Com menos gente, nem pensar! Com mais, quem sabe?!

Mas, a verdade é que sinto falta de poder curtir mais cada um de vocês, de dar a atenção que me pedem (ou que eu e minha culpa achamos que pedem), de poder apreciar cada descoberta, desenvolvimento. De realmente fazer parte do crescimento de vocês.

Enfim, queria MAIS TEMPO com todos e, principalmente, COM CADA UM DE VOCÊS.

Pronto, falei!

2 anos

29/10/2010

Há exatamente dois anos atrás, tive meu primeiro contato com meu Trio.

Na época, sequer imaginava ser mãe de trigêmeos, embora meu desejo de ser mãe fosse cada dia maior. E mãe de três, pois sempre achei que teria três filhos.

Bom, como o tempo já estava passando para mim, o “Cara lá de cima” resolveu dar um jeitinho para atender meus desejos: fez com que eu me tornasse mãe de tri!

Então, no dia 29.10.2008, as 13h30min, a mágica se deu. Através de um procedimento médico meus óvulos foram fecundados e teve início a maior transformação e  alegria da minha vida. Uma alegria constante e renovada a cada amanhecer (mesmo sem dormir!)

Agradeço diariamente a Deus por estas bençãos na minha vida: Lucas, Gabriel e Arthur! Amo vocês meus filhos. Obrigada por terem me escolhido para ser mãe de vocês.

Como diz naquela música que eu não me lembro o nome e que não sei quem canta: “A vida para mim é boa, mais do que o normal”. (também não tenho bem certeza se é bem isto, mas o recado é este mesmo).

Ainda na barriga da mamãe

 

Minutinhos depois de nascer

 

"Quase" prontos para ir embora

 

No dia da alta, minutos antes de irmos para nossa casinha

Despertar

12/08/2010

Hoje pela manhã acordei com o despertador tocando.

Fato raro de acontecer, pois normalmente acordo por volta das 06 horas da manhã com um dos moleques chamando. Normalmente é o Lucas, pois ele é quem tem dormido mais cedo.

Mas hoje foi diferente. O relógio despertou. Coloquei na soneca. Despertou novamente. Novamente soneca. E assim fiquei por uns 20 minutos, até que, já atrasada, levantei para tomar meu banho e começar o dia.

E os meninos, dormindo.

Tomei banho, me arrumei, tomei café, estava pronta para sair. E os meninos dormindo.

Confesso que meu desejo era de entrar no quarto deles e acordá-los, um a um. Mas me limitei a entrar no quarto, aspirar fundo, setindo o cheirinho de cada um dos manos. Fechei os olhos, apurei os ouvidos e fui capaz de identificar o resonar de cada um deles. A respiração e o cheiro deles são inconfundíveis. Sempre foram. E eu sempre adorei.

Até que, finalmente, eles acordaram e eu pude pegá-los no colo, beijá-los e dizer o quanto os amo.

Não gosto de sair de casa enquanto eles ainda dormem. Gosto da rotina de tirá-los da cama, trocar a fraldinha da noite (por vezes ser “batizada” por um xixi desgovernado), colocar a roupinha que irá acompanhá-los nas brincadeiras do dia.

 Enfim, começar o dia cuidando dos meus Moleques faz com ele seja mais suave.

Velhos conceitos: quantidade X qualidade

28/11/2009

Como comentei em outro post, voltei a trabalhar e por este motivo estou demorando um pouco mais para atualizar o blog. 

A hora que chego em casa, coloco meu “uniforme de mãe” e aí a festa começa. Dedico meu tempo a cuidar, brincar, paparicar meus moleques, numa ânsia em recuperar o tempo em que estive longe deles.

Outro dia me peguei revendo velhos conceitos.

Antes de ser mãe, sempre defendi a idéia de que muito mais importante do que a quantidade de horas que os pais dedicam a seus filhos é a qualidade deste tempo.

Continuo achando fundamental a qualidade do tempo que dedicamos aos nossos filhos, porém hoje, mãe de trigêmeos, valorizo cada vez mais a quantidade de minutos disponíveis para meus meninos. Não abro mão de eu mesma dar o banhinho deles, cortar as unhas. As mamadeiras matinais, faço questão de deixar dadas antes de sair para o trabalho e se conseguir ainda deixar as fraldas trocadas, muito melhor. Claro que se os meninos estiverem dormindo, não irei acordá-los para satisfazer minhas vontades.

Outro dia me perguntaram: “você não cansa?” É claro que canso. Eu estaria subestimando a inteligência das pessoas se disesse que não. Mas, “Oh cansaço gostoso este!” E mais, quando se ama o que se faz, nada mais é trabalho.

E eu amo demais minha nova vida. Amo demais meus filhos. Muito obrigada por serem meus filhos.

Ao mesmo tempo

09/11/2009

A pergunta que me fazem com mais frequencia é: “Eles choram ao mesmo tempo?”
Todos perguntam isto, não importa se é parente, amigo, conhecido ou mesmo desconhecido, alguém que nos aborde na rua.
Raramente alguém me pergunta coisas positivas, mas, mesmo assim, lá vai:
Sim, eles dormem ao mesmo tempo!
HPIM2762

Sim, eles mamam ao mesmo tempo!

HPIM1812

Sim, eles ganham colo ao mesmo tempo!

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Sim, eles passeiam ao mesmo tempo!

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Sim, eles brincam ao mesmo tempo!

HPIM2682Ah! e eles também choram ao mesmo tempo. Só que vou ficar devendo a foto. Até hoje ainda não consegui esta façanha.

Mães Más

23/10/2009

Seguidamente durante a gravidez e ainda hoje, quase que diariamente, me pergunto que tipo de mãe serei para meus moleques. Permissiva? Repressora? Linha dura? Light? Liberal? E mais, que tipo de filhos serei capaz de criar. Como se houvesse resposta para tais questionamentos.

A verdade – se é que ela existe – é que tanto mãe como filhos estão sendo construídos no dia-a-dia. Percebo o comportamento dos meus filhos como um reflexo dos meus atos. Percebo os atos deles como norteadores do meu comportamento. E assim vamos nos moldando, procurando sempre o equilíbrio na nossa relação, respeitando as diferenças dos pequenos e seus tempos de resposta. E acho que estamos indo muito bem. Nos (re) conhecendo a cada instante e construíndo a resposta que virá só com o tempo: que tipo de mãe serei? que tipo de filho estou criando?

HPIM2074

Outro dia, ainda durante a gravidez, recebi um texto sobre mães más, que divido com vocês. O texto, além de retratar a realidade nos ajuda a aliviar as culpas inerentes ao nosso papel de mãe, pai, educador. Boa leitura!

POR: Carlos Hecktheuer – Médico psiquiatra. Fonte: Zero Hora

Muitas são as dúvidas dos pais em relação à forma de educar seus filhos. Limites, permissões, diálogos e punições têm sido temas de discussão nas famílias e no ambiente escolar. Sabe-se, contudo, que o adulto de referência tem papel central no desenvolvimento psicossocial da criança e do adolescente. Nesta perspectiva, reproduziremos abaixo um texto gentilmente enviado pela srª. Eunice Pires, mãe da aluna Ananda Pires, da 8ª série da Unidade Higienópolis, que propõe uma reflexão sobre a ‘mãe má’.

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou as revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono:”Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver, além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lagrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso ( e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram também!

E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhe dizer:
“Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…”

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.

As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.

Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e “fuçava” nos nossos e-mails). Era quase uma prisão.

Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela “violava as leis do trabalho infantil”.

Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel.

Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler nossos pensamentos.

A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.

Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa ( só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:

Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

Foi tudo por causa dela.

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “pais maus”, como minha mãe foi.

Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes mães más.

Última atualização: Segunda Feira, 21 Julho 2008, 10:05

Que Papai do Céu permita que eu possa ser “Mãe Má” para meus Moleques!!!!

Inseminação; Fertilização; Azaração

04/09/2009

O tempo estava passando rápido demais e algo precisava ser feito. Mas como? com quem? de que forma?

Em conversa com minha obstetra, começamos a avaliar as alternativas possíveis. Inseminação? viável. Fertilização? caro demais; talvez em um segundo momento; Azaração? sem chance; a disponibilidade para azaração, no meu caso, é inversamente proporcional ao passar dos anos. Sem falar no risco envolvido. Sem chance!!!

Optei pela inseminação e acredito que caiba um esclarecimento sobre o que é inseminação e o que é fertilização, pois notei ao longo da minha gravidez que há muita confusão em relação a estes dois temas.  Sempre que eu falava que havia feito inseminação as pessoas perguntavam: quantos você implantou? minha vontade era de responder? mais de cinco milhões. Mas, ao contrário, lá ia eu explicar a diferença entre uma técnica e outra.

Então, lá vai:

Inseminação: Nesta técnica, somente os espermatozóides são manipulados, sendo feita a separação dos móveis e normais dos que estão imóveis ou mortos, resultando de 5 a 10 milhões de espermatozóides em condições. Já a mulher se submete a indução da ovulação através da ingestão de medicamentos. No período fértil é feita a transferência dos espermatozóides. E aí, é só torcer.

Fertilização In Vitro: Também conhecido como “Bebê de Proveta”, caracteriza-se pela fertilização do óvulo pelo espermatozóide ocorrer fora do corpo, ou seja, em laboratório.  Os embriões resultantes da fertilização são transferidos posteriormente para o útero materno e esperar pela fixação ou não dos embriões transferidos.

Me submeti a 05 inseminações ao longo de 03 anos. No final de 2007 engravidei, porém, com aproximadamente 05 semanas sofri um aborto espontâneo. Posso dizer que em um curtíssimo período de tempo experimentei sentimentos opostos: alegria extrema e tristeza sem fim.

Em 2008 e já na lista para adoção, realizei mais uma tentativa. Foi no dia 28.10.2008 e desta vez tive êxito. Muito êxito por sinal. No feriado de 15 de novembro realizei o segundo Beta HCG e o resultado foi altíssimo. Neste dia soube que seria mãe de mais de um bebê, mas não imaginei que seriam 03.

Ser mãe!

04/09/2009

Ser mãe!  Dentre as inúmeras coisas que fiz ou que gostaria de ter feito, ser mãe sempre foi meu grande projeto de vida.

Eis que um belo dia me deparo com 36 anos, solteira, sem nenhuma perspectiva de casamento, namoro, rolo ou seja lá o que for e um grito interno que me dizia que o tempo estava passando, que logo a natureza faria a parte dela, dificultando cada vez mais ou até mesmo impedindo que meu destino se cumprisse. E foi aí que comecei minha maratona em busca do meu filho.

Hoje estou realizada. Sou mãe de trigêmeos, o Lucas, o Gabriel e o Arthur (por ordem de nascimento). Os meninos completarão 4 meses no dia 12.09.2009 e este blog objetiva registrar nossa história.  Como estou começando com um bom atraso, farei relatos atuais e passados.